Origem
Em 1885, o engenheiro alemão Gottlieb Daimler montou um motor numa máquina com estrutura, criando a primeira motocicleta do mundo. Os desportos relacionados com motocicletas, que tiveram origem em atividades atléticas militares, envolvem o uso competitivo de motocicletas. Esses desportos apresentam modelos de duas e três rodas, com cada tipo classificado pela cilindrada do motor. As competições podem assumir a forma de corridas off-road, passeios de vários dias, corridas em estrada, corridas em pista e eventos de turismo, com classificações determinadas pela velocidade ou habilidade de condução.
Desenvolvimento
O termo “motocicleta” é uma combinação de “motor” (motor de combustão interna) e “ciclo”.”
Em 1884, o inventor britânico Edward Butler acoplou uma unidade de potência a uma bicicleta, criando um veículo de três rodas movido a um motor a querosene. Em 1885, o alemão Gottlieb Daimler, considerado o “pai do automóvel”, construiu uma motocicleta de três rodas movida por um motor a gasolina de cilindro único. Em 29 de agosto do mesmo ano, ele recebeu uma patente pela sua invenção. Daimler é, portanto, amplamente reconhecido como o inventor da motocicleta. A sua primeira motocicleta utilizava um motor de combustão interna de quatro tempos com uma cilindrada de 264 cc, produzindo 0,5 cavalos de potência a 700 rpm, e podia atingir velocidades de até 12 km/h. O veículo tinha uma estrutura de madeira, rodas traseiras acionadas por correia e pequenas rodas de apoio em cada lado. Em reconhecimento à contribuição histórica de Daimler, a filial de Estugarda da Associação Alemã de Engenheiros ergueu um monumento em sua homenagem na Stadtplatz, a praça onde ele conduziu a sua primeira motocicleta.
Uma Breve História das Motocicletas
Desde a invenção da primeira motocicleta a gasolina pela Daimler em 1885, as motocicletas passaram por mais de 100 anos de evolução significativa.
A motocicleta original, preservada na sua forma autêntica
A motocicleta original, preservada na sua forma autêntica no Museu de Ciência e Tecnologia de Munique, representa a primeira motocicleta do mundo patenteada pela Daimler em 29 de agosto de 1885.
Há mais de um século, os motores a gasolina ainda estavam em sua infância, e a fabricação de veículos dependia fortemente das técnicas de fabricação de carruagens. A motocicleta original diferia muito das motocicletas modernas em termos de design, estrutura e desempenho. O seu quadro era de madeira, feito por carpinteiros, com rodas de madeira cobertas por faixas de ferro. A parte inferior do quadro consistia em várias secções quadradas de madeira que sustentavam o motor, com pequenas rodas de apoio em cada lado para evitar tombos quando parada, tornando-a efetivamente um veículo de quatro rodas. Um motor monocilíndrico refrigerado por ventilador transmitia potência à roda traseira por meio de uma correia e um sistema de redução de engrenagens. O selim era revestido de couro. A cilindrada do motor era de 264 mL, produzindo 0,37 kW a 700 rpm, aproximadamente um quinto de uma motocicleta básica moderna. Com uma velocidade máxima de 12 km/h e sem sistema de suspensão, a moto foi apelidada de “sacudidora de ossos”. Viajar nas ruas de paralelepípedos do século XIX deve ter sido insuportável. Apesar de sua simplicidade, essa invenção marcou o início de um processo de melhoria contínua, que levou ao desenvolvimento de centenas de milhões de motocicletas modernas atualmente.
Paralelamente às motocicletas alemãs, surgiram também as motocicletas americanas, com destaque para a Harley-Davidson. Em 1903, a empresa produziu a sua primeira motocicleta comercializada, com um motor de 409 mL que produzia 2,94 kW e era montado num quadro semelhante ao de uma bicicleta. As motocicletas refletem o nível tecnológico da sua época; cada geração carrega a marca dos avanços científicos e de engenharia do seu tempo. As primeiras motocicletas não eram praticamente utilizáveis porque a tecnologia contemporânea ainda não podia fornecer os componentes necessários para o funcionamento normal.
Entre a década de 1890 e o início do século XX, as motocicletas ganharam valor prático com a incorporação de inovações como pneus pneumáticos, rolamentos de esferas, embraiagens, caixas de velocidades, suspensão dianteira e selins com molas. Isso marcou a segunda geração — a era comercial das motocicletas. Por exemplo, em 1912, a Harley-Davidson produziu a motocicleta monocilíndrica X-8A, que ainda utilizava rodas traseiras acionadas por correia e sistemas de travão manual. A suspensão inicial era limitada a uma configuração dianteira simples com anel na forquilha.
Na década de 1930, as motocicletas avançaram ainda mais com sistemas de suspensão traseira, ignição mecânica, travões de tambor e transmissão por corrente, dando início à terceira fase — a fase de maturidade. Em 1936, a Harley-Davidson já era capaz de produzir motocicletas de alto desempenho com motores V-twin OHV de 1000 mL, que desenvolviam 27,93 kW e atingiam velocidades máximas de 150 km/h.
O desenvolvimento das motocicletas progrediu passo a passo. A motocicleta original de 1885 representa a primeira fase. A segunda fase foi a primeira série de motocicletas produzidas em série, como a motocicleta alemã de dois cilindros e quatro tempos de 1894, da qual foram produzidas 1.000 unidades. A terceira fase foi a das motocicletas de corrida da década de 1930, que tinham funcionalidade prática. A quarta fase, iniciada na década de 1970, viu o surgimento das motocicletas modernas de luxo, com designs aerodinâmicos e tecnologia avançada.
Desde a década de 1970, as motocicletas incorporaram ignição eletrónica, partida elétrica, travões de disco, painéis aerodinâmicos e, na década de 1990, sistemas de controlo de emissões e ABS. Atualmente, as motocicletas são veículos esteticamente atraentes, de alto desempenho, convenientes e altamente manobráveis, representando um importante símbolo da civilização moderna. As motocicletas de luxo de grande cilindrada, em particular, adaptaram tecnologias automotivas avançadas, levando as motocicletas a um nível de sofisticação notável. Isso marca a quarta fase — o auge do desenvolvimento das motocicletas.



